Acorda Brasil!

Manifesto aqui o meu sentimento de orgulho por minha pátria que, depois de tanto tempo de letargia social, acordou e está na rua gritando suas dores. Esse grito de dor é tão importante quanto os gritos que ainda virão, das próximas vezes reivindicando soluções concretas para nossos males e problemas. Sinto que chegou o momento de concretizar nosso novo país.

Uma coisa que fica clara é que precisamos de um novo modelo político. Sabemos que a maioria dessas pessoas que estão nas ruas se articularam pela Web, de forma descentralizada, sem liderança formal. Há líderes? Há, e sempre haverá. Mas nunca ficou tão óbvio que as lideranças não necessariamente implicam em representação. Atualmente elegemos representantes por uma limitação da logística de nossos interesses, especificamente porque nossos fóruns formais não comportam tantas vozes.

É uma limitação, sobretudo, tecnológica. Mas penso que a Web foi um desses “produtos” revolucionários e libertários capazes de mudar nosso jeito de expressar opinião e, por que não, tomar decisões, em escala não antes imaginável. E penso que as características de descentralização e liberdade de expressão é o que torna a Web mais próxima do ideal democrático. Não se resolve todos os problemas com tecnologia, claro, mas não podemos mais negar que nos organizamos com menos dependência de líderes sociais. É a própria sociedade se representando!

Tenho esperança de que a tecnologia habilite nossa sociedade nas próximas décadas a decidir seu futuro sem indireções, sem frágeis procuradores, pessoas como eu e você que, consciente ou inconscientemente, são corruptíveis. Vamos parar de discutir caráter dos representantes, pois os criminosos provavelmente morrerão no crime. A robustez do sistema não deveria estar no caráter das pessoas que nos representam, pois isso é dinâmico e incontrolável, mas sim no movimento coerente das massas populares que naturalmente entram em estado de equilíbrio ético. A eleição de representantes, do ponto de vista sistêmico, já se mostrou falha. Depois de trabalhar algum tempo com algoritmos baseados em enxames e agentes, estou muito certo de que o modelo distribuído é mais robusto que o centralizado. Ao invés de elegermos bons e poucos representantes (uma coisa tão difícil em uma sociedade tão heterogênea), poderíamos eleger ações, políticas públicas, leis, investimentos. Tenho esperança de que esse futuro virá com um novo modelo político.

Eu não saí nos manifestos. Como todo pai de família, eu me sentiria culpado (e o seria, de fato) se algo acontecesse comigo e minha família ficasse sem amparo. Então não pude me furtar a pensar em outras formas de fazer com que nosso país avance. E a forma mais básica e efetiva, para todos, manifestantes ou não, é o bom trabalho, pois o trabalho produz valor a partir do que é bruto. Então, sob a ótica de um futuro modelo de organização e decisão social, me responsabilizo a buscar gerar o máximo de valor social, com reflexão ética, em todo trabalho que eu puder empreender dentro dos meus limites de atuação. Todos nós, “filhos que não fogem a luta”, deveríamos nos responsabilizar. Pois nós somos o Brasil. #AcordaBrasil #OrdemProgresso

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