Consegi 2011

De 11 a 13/05/11 ocorreu mais uma edição do Consegi.

Desde 2008 o Consegi vem promovendo e debatendo temas ligados a software livre e governo eletrônico, trazendo gente de referência em diversas áreas do conhecimento e de diversos países, além da participação ativa da academia brasileira. Em 2011, o tema foi “dados abertos”, e o país focal foi a Espanha.

É claro que o tema dados abertos são de extremo interesse da sociedade brasileira. Países como a Inglaterra e Espanha (que tiveram forte participação no evento), e mesmo os Estados Unidos, já tem políticas voltadas para a transparência por meio de dados governamentais abertos em formato padrão. Um dos principais tópicos de discussão (do ponto de vista de importância, não de frequência), contudo, foi a sempre recorrente e polêmica análise da corrupção de dados na fonte. E um dos consensos sobre isto é que “tecnologia não resolve”. No meu ponto de vista, poderia até resolver, se os publicadores de dados estivessem fortemente amarrados tecnologicamente, sob o custo de… toda a máquina pública ficar amarrada tecnologicamente.

No geral o evento foi muito bom. Muitos players importantes do futuro ecossistema de dados abertos participaram, seja do Governo, da iniciativa privada ou dos ICTs. Destaco a palestra do Prof. Wagner Meira da UFMG, que apresentou o Observatório da Web no dia 12/05/11. Além da palestra ter sido muito boa (apesar do tempo limitado de 1h), o mais fascinante foi o sistema apresentado. O Observatório da Web é um projeto dentro do domínio de conhecimento das redes sociais (formal e informalmente se falando), e, ao invés de fazer como a maioria dos sistemas de análise de dados da Web fazem, tirando “fotos” da Web, a proposta é criar um “filme” da Web. Ou seja, é uma ferramenta de alta expressividade; e o melhor: soluções para e-Gov podem emergir sem a participação do Governo.

Palestrei no dia 11/05 sobre o Columbus, uma proposta de suíte de publicação e recuperação de informação de dados governamentais, abertos ou não, padronizados ou não, que estamos tentando levar a cabo dentro do SERPRO. Muito caminho ainda pela frente…

Espero que o Consegi continue assim, uma janela de oportunidades para que os vários atores sociais envolvidos com tecnologia (ou não) possam se expressar, fortalecer comunidades, registrar críticas, ou seja, enriquecer todo o processo democrático. Especialmente nestes “tempos de WikiLeaks”, nesta ditadura informacional disfarçada de democracia que assola o mundo, mais e mais o Brasil pode se consolidar como exemplo de transparência e abertura de dados. Sonhar nunca é demais e, se temos que sonhar, porque sonhar pequeno? Sonhemos grande, pois o custo é o mesmo! E desta vez podemos concretizar boa parte do que pensamos com as tecnologias que temos a nossa disposição.

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